A pressão regulatória europeia e a consciência ambiental dos consumidores estão a transformar a indústria cosmética e as marcas procuram agora soluções mais limpas e responsáveis.
É neste enquadramento que surge o projeto Adikte – Sustainable Beauty Products, cofinanciado pelo Programa COMPETE 2030, que desenvolve uma nova linha de cosméticos inovadores e sustentáveis.
O projeto, promovido pela Pharmilab, aposta em formulações seguras e eficazes e ainda elimina microplásticos e silicones, bem como privilegia ingredientes naturais, vegan e biodegradáveis.
Assim, responde às novas orientações ambientais e reduz o impacto no ecossistema. Nos últimos anos, a Comissão Europeia tem vindo a restringir várias substâncias usadas em cosmética como microplásticos e certos compostos sintéticos persistentes, que se acumulam no ambiente e geram riscos para a biodiversidade e para a saúde humana.
Por outro lado, muitos produtos dependem de ingredientes petroquímicos e a sua substituição continua a ser tecnicamente exigente.
Novo conceito com menor pegada ecológica
O projeto Adikte enfrenta este desafio com novas formulações naturais. Além disso, procura garantir desempenho, estabilidade e competitividade de preço.
A operação introduz também cosméticos em pó, abordagem que reduz drasticamente a incorporação de água nas fórmulas, diminuindo o volume das embalagens e o peso no transporte e, consequentemente, reduzindo custos logísticos e emissões associadas.
Em paralelo, promove soluções de embalagem mais sustentáveis, contribuindo para uma cadeia de valor mais eficiente.
O impacto é simultaneamente industrial e tecnológico. Além disso, abre novas oportunidades de mercado.
Luís Figueiredo, Founder e CEO na Pharmilab, afirma que “a Adikte nasce com a missão de revolucionar o mercado da cosmética através de uma inovação real e consciente”, com o foco na criação de produtos sustentáveis.
Destaca ainda o papel do apoio europeu. “Este ambicioso percurso só foi possível graças ao apoio estratégico do COMPETE 2030”, reforçando que esse contributo foi “o catalisador fundamental (…) permitindo-nos acelerar o desenvolvimento tecnológico e consolidar a nossa competitividade num mercado global”.
Desta forma, o projeto posiciona a cosmética sustentável como vetor de inovação e diferenciação.
Fonte: Compete 2030

