Projeto “AlgaeTech” transforma algas e resíduos marinhos em materiais sustentáveis

O “AlgaeTech”, projeto cofinanciado pelo COMPETE 2030, transforma algas invasoras e conchas descartadas em soluções biodegradáveis para agricultura, embalagens e bens de consumo.
20 de Maio, 2026

Transformar algas invasoras e conchas descartadas em soluções biodegradáveis para agricultura, embalagens e bens de consumo é a ambição do “AlgaeTech”, projeto cofinanciado pelo Programa COMPETE 2030 que junta indústria e sistema científico para acelerar a bioeconomia azul em Portugal.

A valorização de recursos marinhos está no centro do projeto AlgaeTech que aposta no desenvolvimento de materiais sustentáveis de base biológica, ao criar alternativas aos materiais convencionais de origem fóssil, combinando investigação científica e capacidade industrial.

Além disso, procura dar uma nova vida a resíduos e subprodutos marinhos.

A operação é promovida pela Moldes RP, em copromoção com a Deifil Technology, e o Instituto Politécnico de Leiria, em parceria com a Aromáticas Vivas.

 

Resíduos transformados em soluções biodegradáveis

O AlgaeTech distingue-se pela criação de compósitos biodegradáveis produzidos a partir de algas e resíduos de bivalves. Entre as matérias-primas utilizadas estão também algas invasoras, cuja valorização permite reduzir impactos ambientais.

A abordagem abre caminho ao desenvolvimento de materiais inovadores e mais sustentáveis. Ao mesmo tempo, contribui para modelos produtivos mais circulares e eficientes.

Uma das aplicações em desenvolvimento são vasos biodegradáveis e bioativos destinados à agricultura e horticultura. Estes produtos pretendem garantir durabilidade ao longo do ciclo de cultura, elevada retenção de água e facilidade de perfuração.

As soluções foram pensadas para plantas de elevado valor acrescentado e ervas aromáticas. Assim, o projeto procura responder às exigências de setores cada vez mais focados na sustentabilidade.

Paralelamente, o consórcio está também a desenvolver biopolímeros à base de algas reforçados com conchas de bivalves trituradas. O objetivo é criar compósitos seguros para contacto alimentar e aplicáveis na produção de copos reutilizáveis para bebidas.

 

Apoio do COMPETE 2030 acelera inovação

O desenvolvimento de novos materiais implica elevada exigência técnica e científica. Por isso, o apoio do Programa COMPETE 2030 revelou-se determinante para viabilizar a operação.

“O apoio do COMPETE 2030 foi determinante para viabilizar o desenvolvimento do AlgaeTech, permitindo reunir competências complementares e promover uma colaboração eficaz entre parceiros”, sublinha Rui Pinho, CEO da Moldes RP.

Com esta iniciativa, Portugal reforça também o posicionamento na área da bioeconomia azul e dos materiais sustentáveis.

O AlgaeTech surge, assim, como um exemplo de investigação aplicada com impacto económico, ambiental e social.

Fonte: Compete2030

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